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Freguesia de Freixo de Espada à Cinta PDF Imprimir e-mail

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Presidente da Junta: Raúl de Jesus Ferreira

Área: 7.370 ha
Habitantes: 2.261

 

Freixo de Espada à Cinta é uma vila que pertence ao distrito de Bragança, fazendo fronteira com Espanha, através do rio Douro.

É uma vila de características profundamente rurais, encaixada num largo e fértil vale que os montes circundantes parecem querer “proteger” das intempéries. É sede de um concelho composto por mais cinco freguesias além da vila.

Como povoado é muito antigo, pois, segundo contador de Argote (baseado em Ptolomeu) e Garcia de Resende, terão sido os Narbassos, povo ibérico pré-romano, e os Vetões, os primeiros habitantes de Freixo. Com os romanos, depois Visigodos e Suevos, a seguir os Árabes, o povoado vai sofrendo os efeitos da guerra e das sucessivas influências. Em 1155/57, D. Afonso Henriques concede-lhe foral. Posteriormente, em 1512 D. Manuel outorga Foral Novo a Freixo de Espada à Cinta, o que demonstra o valor e importância que tinha a vila desde os primórdios da fundação da Nacionalidade Portuguesa.
Já D. Sancho II, em 1240, tinha elevado Freixo à categoria de Vila, como recompensa de os seus habitantes se terem defendido heroicamente das invasões do rei de Leão, contrariamente aos de Alva (anterior concelho), que se renderam sem resistência.

A origem do nome da vila é controversa havendo várias opiniões e lendas, uma das quais é do gosto dos Freixenistas reza que El Rei D. Dinis, estando muito fatigado das guerras que mantinha com o seu filho bastardo, Afonso Sanches, e de passagem por esta terra se deitou a descansar à sombra de um freixo, onde cravou o seu cinturão com a majestosa espada. Adormecendo e embalado pela brisa suave que batia nas folhas da possante árvore sonhou que o espírito do freixo lhe traçava as directrizes mais sábias e correctas para o futuro do reino de Portugal. Quando o rei acordou deste revigorante descanso, decretou que a vila se passasse a chamar Freixo de Espada à Cinta.

É pois riquíssima a História desta Vila transmontana, que conserva muitos monumentos e outros vestígios da sua nobreza: o Pelourinho, manuelino e em bom estado de conservação frente à Câmara Municipal; a Torre Heptagonal, granítica que é o que resta do seu Castelo mandado construir por D. Dinis; a Igreja Matriz, também manuelina, dos começos do século XVI, e cujo interior é uma discreta réplica da Igreja dos Jerónimos e onde se podem admirar na capela mor um valiosíssimo retábulo quinhentista com 16 quadros dispostos em 4 fiadas, atribuídos à escola Viseense, e, em particular a Grão Vasco; a Igreja do Convento de S. Filipe de Néri fundado em 1673; ou a Igreja da Misericórdia com seus retábulos e painéis. Claro que há muitos outros lugares de orgulho dos Freixenistas.

É o caso da Capela de Nossa Senhora dos Montes Ermos, do miradouro do Penedo Durão onde a nossa vista se entusiasma sobre as encostas cobertas de amendoeiras caindo sobre o Douro, o monumento a Jorge Álvares (1.º navegador a chegar à China, foz do rio Cantão em 1513, e depois ao Japão), a Guerra Junqueiro, grande poeta e político, ou o monumento aos missionários que Freixo serve de viveiro.

Berço de figuras ilustres como as que já referimos, ou ainda: D. José Alves Feijó, Bispo de Macau, Cabo Verde e Bragança; o Oficial de Marinha Quintão Meireles que foi ministro dos Negócios Estrangeiros; o General Adriano de Sá; Francisco Diogo de Sá, que foi governador de Macau

Ou o Almirante Sarmento Rodrigues que foi Ministro no tempo de Salazar, falecido no fim da década de 80 e que foi um entusiasta que gostava da sua terra e da sua Quinta de Santiago.

Na Rua da Fonte Seca, em frente ao monumento do Santo Cristo poder-se-á avistar uma casa manuelina onde esteve hospedado o D. Frei Bartolomeu dos Mártires, quando se deslocava para o Concílio de Trento, e mais acima, subindo a Rua da Costa para poder-se-á observar um magnífico Cruzeiro. A parte antiga da Vila é constituída um número muito razoável de casas antigas em cantaria, semi apalaçadas, muitas com os portais redondos e feitios variados no granito das suas entradas ou janelas. O Manuelino é visível em muitas das construções, quer nas janelas, quer nos portais das habitações, ou nos monumentos como a Igreja Matriz. Motivos simples quase sempre relacionados com os descobrimentos, apesar de Freixo estar longe do mar, encontram-se com frequência: motivos florais, cruzes de Cristo, esferas armilares e semi esferas, cadeados, cordas. Este conjunto alargado de edifícios manuelinos, já muito fora das antigas muralhas, demonstra bem como Freixo deve ter prosperado e aumentado a sua população, pois o espaço urbano dilatava-se.

Um aspecto típico de Freixo de Espada à Cinta é a criação do bicho da seda. Efectivamente, fora Freixo um grande produtor de seda nos tempos áureos do século passado e até às primeiras décadas deste. Depois, como em todo o lado de Trás-os-Montes, desapareceram essas criações/produções. Acontece que Freixo, desde cedo deu conta que tinha de reviver essa tradição. Daí a criação do bicho da seda ter sido reactivada, bem como artes afins, ainda na década de oitenta, a não fazer esquecer que fora o concelho maior produtor de seda do distrito de Bragança

É uma terra rica em cultura, destacando-se “Os Sete Passos”, procissão pagã com cenário medieval a representar a encomendação das almas, onde se entoam cânticos fúnebres e o “Enterro do Entrudo”, um divertido costume profano, são tradições que se realizam há séculos e que passaram de geração em geração até aos dias de hoje, demonstrando-se com estas cerimónias a identidade do povo Freixenista. A Festa em Honra de Nossa Senhora dos Montes Ermos é a maior da Vila e realiza-se em Agosto, com a chegada dos emigrantes.

 

 

 

Contactos:

Junta de Freguesia de Freixo de Espada à Cinta
Largo Sarmento Rodrigues
5180-122 Freixo de Espada à Cinta

 279 653 485