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Lei dos Compromissos pode impedir investimentos das Autarquias.
Freixo de Espada à Cinta: Lei dos Compromissos obriga a adiar obras
O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta teme que a "Lei dos
Compromissos" venha "limitar" obras necessárias para o desenvolvimento
do concelho.
Intervenções como a reabilitação urbana do centro histórico, alargamento
do cemitério da vila e criação do Museu da Seda (Polo do Museu do
Douro) podem estar comprometidas, mesmo depois de adjudicadas.
"As obras já estão adjudicadas e com comparticipação assegurada, tendo
mesmo já alguma implementação no terreno. Só a Lei dos Compromissos é
que nos está a limitar no sentido de termos a certeza de poder avançar
ou não com a sua total execução", disse José Santos.
A Lei dos Compromissos diz que os dirigentes autárquicos devem declarar
que todos os compromissos plurianuais existentes a 31 de dezembro do ano
anterior se encontram devidamente registados na base de dados central
de encargos e identificar, em declaração emitida para o efeito e de
forma individual, todos os pagamentos e recebimentos em atraso
existentes a 31 de dezembro do ano anterior.
Por este motivo, o autarca teme que por "imperativos legais" não se
consiga levar por diante as obras que vão contribuir " para o bem-estar
da pulação".
O Museu da Seda é outras das "ambições" que poderá contribuir para a
promoção turística e económica de uma atividade, que em tempos teve
importância económica naquele concelho duriense.
Com o acesso ao crédito bancário "cada vez mais complicado", e atendendo
aos recursos financeiros do município freixenista, os aspetos legais
vão ditar o avanço das obras programadas.
" Como são obras comparticipadas, o município pode não poder assumir a
componente nacional que lhes diz respeito nestes casos, em virtude da
falta de recursos financeiros", frisou José Santos.
Contudo, o autarca gostava de ver as obras concretizadas nem que fosse
por um prazo mais dilatado, mesmo para além do atual mandato autárquico.
Agora, só resta esperar por um decreto-Lei que está " para sair" e que
venha comtemplar para as autarquias "uma forma diferente" de atuação já
que "as autarquias são geridas de forma diferente das empresas do
Estado".
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